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Com dores, mulher entra em desespero ao saber que não conseguiria remédios em UPA do bairro Universitário após passar por consulta

Adriana que foi acompanhada dos filhos disse que aguardou por atendimento das 15h até as 20h na unidade pública de saúde
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A farmácia do local que fazia a entrega de remédios está fechada e não deve reabrir após a prefeitura tomar ciência de uma portaria do Ministério da Saúde

“Meu sentimento é de abandono por parte daqueles que deveriam olhar para nós”. O desabafo sobre a insatisfação relativa à entrega de medicamentos e o atendimento prestado na UPA 24h (Unidade de Pronto Atendimento), localizada no bairro Universitário, veio por parte da auxiliar de serviço gerais, Adriana Francisca de Pinho.

Na quinta-feira (4), segundo relato, após diagnóstico recente relativo à infecção urinária, sentindo dores nas costas e ao notar as pernas inchadas, ao sair do trabalho, Adriana procurou por atendimento médico.

Às 15 horas, ela afirma que deu entrada na Upa Dra. Aparecida Gonçalves Saraiva. Acompanhada dos filhos menores que vieram da escola, Adriana aguardou por atendimento médico até às 20 horas.

No consultório, o médico receitou uma medicação para ser retirada em uma das unidades de saúde que fazem a entrega de medicamentos, uma vez que a farmácia da UPA, não presta mais o serviço.  

Não dispondo de recurso financeiro para comprar a medicação e não tendo dinheiro para se deslocar até uma unidade que fizesse a entrega, Adriana entrou em lágrimas, e solicitou ao médico que disponibilizasse um remédio no local para sanar suas dores. Contudo, ela afirma que teve o pedido negado.

“Cheguei na UPA às 15 horas sentindo muita dor. Esperei até às 20 horas para ser atendida e ouvi do médico que eu precisava ir até uma farmácia, em outra unidade de saúde para pegar os remédios. Eu disse que não tinha dinheiro para me deslocar. Pedi que ele prescrevesse um medicamento que pudesse ser tomado lá mesmo para amenizar minha dor, mas ele não receitou”, lamentou a auxiliar de serviços gerais.

Adriana ainda criticou o número de médicos para atender a população e descreveu como sendo ruim os cuidados básicos com o local. “A atendente informou que só tinha cinco médicos para atender a população aqui na Upa no período da noite. O número é totalmente desproporcional com a quantidade de pessoas que buscam por atendimento. Eu fico espantada de ver como a prefeitura não cuida de muitos locais. Aqui, por exemplo, além da sujeira, não encontrei nem papel higiênico no banheiro. Como podem dizer que estão cuidando da saúde pública”, reclamou.

Procurados para prestar esclarecimentos relativos à queixa de Adriana, a prefeitura informou que no período da tarde e noite a unidade estava com quadro de médicos completo, atendendo com 6 clínicos e 5 pediatras.

Sobre a demora no atendimento, a explicação foi a de que as UPAs são unidades de urgência e emergência, e que o atendimento se dá por classificação de risco e não por ordem de chegada, sendo os pacientes mais graves priorizados. Relativo ao tempo de espera, a informação é a de que a média possa chegar até 4 horas, de acordo com a demanda.

Em relação a entrega de remédios, o município citou o cumprimento da Portaria do Ministério da Saúde, que determina que as farmácias das UPAS façam a entrega de medicamentos e insumos apenas de forma interna e não diretamente aos pacientes.  

Questionados sobre qual medida a prefeitura pensa adotar para facilitar a entrega do receituário aos pacientes, uma vez que as unidades básicas de saúde funcionam apenas de segunda a sexta-feira em horário específico, até o fechamento da matéria nenhuma resposta foi dada.

Redação Bisbilho MS

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